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 Foto Rafael Wainberg
IndicaçõesFeF

As ferramentas

A terapia manual

 O toque da terapia manual no Método da Fasciaterapia Danis Bois compreende dois tipos de abordagens:

Um toque sintomático, que age sobre os sintomas mecânicos do paciente através das fáscias, que envolvem todos os tecidos do corpo, músculos, vísceras, ossos, nervos, vasos. A aplicação deste trabalho age sobre a regulação das tensões corporais na melhora das dores e o funcionamento fisiológico das diferentes estruturas, com gestos lentos e suaves, ajudando o readaptação das fibras musculares e das fáscias, liberando cada articulação no ajuste do seu próprio funcionamento. Este toque necessita um conhecimento profundo da anatomia e fisiologia do corpo.

Um toque de relação que necessita do terapeuta uma habilidade perceptiva manual, em relação à uma movimentação profunda do corpo ou Movimento interno, muito lento. Essa dinâmica profunda alimenta o movimento de todos os elementos do corpo através das fáscias.

Também, o paciente é uma pessoa: "o corpo é eu", "sou meu corpo". Então este toque respeita o pedido do corpo e, assim, o terapeuta entra em relação com esta vida própria da pessoa, ao mesmo tempo que aborda os sintomas mais ou menos patológicos. Este toque dá acesso à vida tissular e a confidência profunda das memórias físicas e psíquicas da pessoa, através de pressões justas e adaptadas nos tecidos. O treinamento do terapeuta através destes dois tipos de toque necessita um treinamento perceptivo específico das modificações tônicas do corpo em relação à dinâmica do movimento interno.

A ginástica sensorial

ou trabalho em movimento corporal, inscreve-se na educação do gesto, no objetivo educativo para evitar a acumulação de comportamentos gestuais problemáticos.

Isso permite de atrasar a aparição dos sintomas de dor e as suas consequências. Então a ginástica sensorial propõe uma educação perceptiva como prevenção das doenças, baseada na escuta do movimento interno em relação ao gesto externo, respeitando o biorritmo interno.

Também a ginástica sensorial colabora no tratamento de várias patologias e permite ao indivíduo integrar a melhora da dor e da amplitude do movimento. Essa nova abordagem gestual do corpo permite a cada um de se mexer mais livremente, de perceber melhor o seu movimento físico em relação ao seu movimento profundo, de propor soluções para pessoas sofrendo de muitas patologias que limitam a percepção interna e o movimento do corpo, a consciência do seu gesto e a evolução do seu bem-estar corporal e psíquico. 

Esta dinâmica corporal pela relação ao movimento sensorial, ou pedagogia perceptiva, ajuda a relação com a sua própria profundidade, além da globalidade, permitindo a conexão com o seu Ser sensível.

Mas ela desenvolve também um papel pedagógico, com professores da educação formados ao método, para desenvolver a consciência e a potencialidade das crianças.

O MOVIMENTO SENSÍVEL

O Movimento Sensível é uma prática corporal criada a partir do Método Danis Bois voltada para o desenvolvimento de diferentes instrumentos com o objetivo de abrir um leque flexível e renovador de relação com o corpo. A especificidade desta abordagem, de acordo com o método, desenvolve-se na relação com o movimento interno, um movimento contido no interior da matéria corporal: a força dinâmica consciente de auto regulação do corpo. 

 

As orientações para as práticas compreendem a espacialidade dentro e fora do corpo, as sintonias com o biorritmo, a pausa, as articulações, o equilíbrio e outra série de aspectos que nos abrem à escuta do mover em relação consigo, com o outro e com o ambiente circundante.

A Meditação Plena Presença

É uma forma de treinar a sua própria percepção de si.

Através do silêncio e da imobilidade corporal, o terapeuta, ou cada ser humano podem entrar numa busca de si. Observar, sentir, fora do barulho e das distrações da vida cotidiana, durante o tempo da meditação, permite uma reaproximação com o seu ser profundo,  o silêncio interno e o movimento da vida que se manifesta no fundo da sua matéria.

O professor Dr. D. Bois, autor do livro: "La méditation pleine présence" aux éditions Eyrolles, Paris, explica sua prática e pesquisa da meditação há mais de 40 anos. Segundo ele a meditação valoriza a dimensão relacional da presença e da percepção como elemento primordial da consciência. Isso vai no sentido de Maurice Merleau-Ponty que afirma a supremacia da percepção sobre a consciência.

Assim na meditação plena presença, o terapeuta ou a pessoa desenvolve o sentimento de si ou a faculdade de sentir sua interioridade através da percepção do movimento interno que unifica a pessoa à ela mesma e aos outros, elemento importante na terapia ou na prática da ginástica sensorial realizado(a) sozinho(a) ou com os outros.

O diálogo terapêutico

O objetivo deste dialogo entre o terapeuta e o paciente é, além do efeito terapêutico, prolongar a experiência silenciosa da sessão com o corpo com uma expressão verbal, logo depois da experiência manual, meditativa ou gestual. Isso permite, além do alivio das dores e tensões corporais:

•Uma re-apropriação da experiência vivida 

•De enriquecer a experiência do paciente/aluno com uma percepção melhorada

•De desenvolver o sentido da experiência:

  -  Dar um sentido à sua experiência vivida numa situação extra cotidiana

  -  Aprender de si mesmo através de um gesto terapêutico.

 

A Fasciaterapia Educação Perceptiva do Movimento define-se como uma prática à               « mediação corporal », no conceito da unidade  corpo-mente, onde toda prática no corpo, age simultaneamente no psiquismo da pessoa pela via somato-psíquica.