Terapia

A Fasciaterapia e a Fisioterapia
 

A Fasciaterapia faz parte das terapias manuais que são indicadas para tratamento das fibroses, aderências, tensões, contraturas, inflamações, limitações e bloqueios articulares, cicatrizes e desorganizações tissulares.

Ela realiza uma reorganização e restruturação dos tecidos, restabelecendo um metabolismo normal, sem manobras agressivas que ariscam provocar efeitos que impedem esta reorganização tissular. Este tratamento não dói. Este trabalho foi idealizado pelo Prof. Dr. Danis Bois.

Vale lembrar que a estrutura das fáscias é formada de diferentes componentes que formam a matriz celular como diferentes fibras colágenas, elásticas e de reticulina que permitem uma organização do tecido.

No caso patológico, essas fibras são desorganizadas, retraídas ou inflamadas e perdem a mobilidade e  a funcionalidade. Os resultados da fasciaterapia são rápidos e efetivos, quando aplicada adequadamente.

Esta terapia é ensinada aos fisioterapeutas há mais de 35 anos na França e mais de 10 anos no Brasil.

O treinamento é progressivo através um curso de base de 64 horas de capacitação que liga a aprendizagem das manobras as percepções das reações corporais. A capacidade de escuta não é dada espontaneamente para cada terapeuta. Há um treinamento regular e progressivo durante o curso que garante a progressão perceptiva.

As patologias encontradas no corpo precisam ser considerada como sendo um só, em relação a forma continua das fáscias da superfície até o osso e a profundidade do corpo. Por isso o terapeuta deve levar em conta, através uma percepção treinada, das respostas teciduais, das tensões e respostas da dinâmica em movimento do corpo com varias ferramentas apropriadas.

O objetivo é que os fisioterapeutas, que atuam com essa especialidade tenham um profundo conhecimento do corpo e de inter-relação entre o corpo, o movimento e o psiquismo, no processo de recuperação das consequências de todos os tipos de agressões recebidas pelo corpo.

 Através diferentes toques de abordagem ao paciente, o gesto tem um impacto sobre a psicologia da pessoa, que sente-se respeitada no seu pedido e ao mesmo tempo mobilizada na sua vitalidade orgânica e vivente.

Mas é através particularmente do toque psicotônico  e do ponto de apoio, protocolos criados pelo Dr. Bois, que o terapeuta percebe as reações internas do corpo em relação ao psiquismo, estimulando a autorregulação interna que age sobre as patologias.

O diálogo terapêutico

 

É efeito do acompanhamento da pessoa durante a sessão manual ou gestual nas suas percepções e na valorização do vivido emergente. Logo após a sessão, esse diálogo contribui para que aquele que vivenciou o toque e sua ressonância em seu corpo  atribua sentidos à sua vivência. Estes sentidos ajudam a pessoa, além da recuperação da saúde, a aprender a partir do seu corpo, inicializando um processo de transformação perceptiva-cognitiva.